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COLUNA TEATRO  
Marcelo Aouila marcelo@aouila.com.br
Com a ausência do teatro Candido Mendes da cena teatral carioca, o teatro do Porão da Casa de Cultura Laura Alvim se firmou como celeiro de bons espetáculos que seguem vida longa após temporada ali. Chamada de Sala Rogério Cardoso, espetáculos como “Os Pândegos”, Quebra Ossos”, “Oscar e a senhora Rosa”, “Quando as Máquinas Param”, entre outras, colheram ótimas críticas pela qualidade apresentada ao público em um espaço tão pequeno.

A vez (de novo!) é da Cia Escaramucha que agora ocupa o espaço com o ótimo trabalho “Boca Molhada de Paixão Calada”, comemorando os 70 anos de Leilah Assunção (mesma autora de Fala Baixo, Se Não Eu Grito) e os 10 anos da Cia.

rioecultura Coluna TEATRO: Boca Molhada de Paixão Calada

A história do casal que se encontra em um pequeno apartamento para dar vazão à paixão “calada” pela separação, mas que ainda é viva. Neste dia em específico resolvem botar em pratos limpos todas as traições, mágoas e histórias escondidas, para que possam prosseguir, juntos ou separados, nesta vida às escondidas, ou se, após isto tudo, poderão reatar o romance. E é nesta lavação de roupa suja que surgem cenas do passado entre os dois, inclusive, uma dessas cenas faz uma viagem na relação do casal na época da ditadura (que este ano completa 50 anos).

Até que ponto se pode abrir o jogo com o/a ex mulher/marido? Vale a pena contar tudo que ficou escondido durante o relacionamento dos dois? É possível conviver com a traição postas às claras? E as mentiras contadas apenas para ferir o companheiro? São caso de assassinato ou perdão? As respostas estão ali no palco do Porão do Laura Alvim.

No palco, a cenografia de Danielle Geamal indica um ambiente estilo “garçonière”, uma quitinete simples num lugar obscuro da cidade, com poucos móveis, cortinas fartas e um sofá que vira uma cama redonda de veludo azul, composto por gomos, como um queijo tipo “A Vaca Que Ri”, em potes redondos. O figurino é único mas com elementos que auxiliam para contar a história. O casal se mostra muito íntimo do local, parecendo que se encontram várias vezes por lá e usam os gomos do sofá para criar as histórias. A luz do Djalma Amaral, limitada ao espaço, consegue auxiliar na evolução da história. A trilha sonora de Zéza Júlio também é positiva.

rioecultura Coluna TEATRO: Boca Molhada de Paixão Calada

Márcio Vieira é um ótimo diretor. Tenho visto trabalhos seus e sempre me surpreende. Gosto da movimentação e utilização do palco e da condução dos atores em cena. Marcio aproveita bem o cenário e a ótima dicção do elenco, que se entregou ao diretor.

Ana Berttines e Romulo Rodriges fazem o casal. A química entre os dois é excelente e já tinha gostado do trabalho deles desde “Quando as Máquinas Param”. Com esta montagem consegue mostrar outra faceta boa de seus trabalhos como atores. Seguros, sabendo bem como conduzir a história, envolvidos com o texto. Atores que olham no olho e se emocionam quando parceiro também se emociona. Afinal, falar de amor, nos dias de hoje, mesmo que seja numa lavação de roupa suja ou numa reconciliação é prato quente para emoção.

Sem dúvida alguma um espetáculo que comemora com respeito e dignidade os 10 anos da Cia Escaramucha, que navega também pelo teatro infantil. Recentemente, (e ainda na estrada) a peça “Histórias que o Eco Canta” circulou pelo Rio e São Paulo. Uma oportunidade de homenagear Leilah Assunção e ver um trabalho ótimo de uma Cia de teatro sólida que faz a cena teatral carioca cada vez mais rica.

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