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COLUNA TEATRO  
Marcelo Aouila marcelo@aouila.com.br
rioecultura - Coluna TEATRO: NOVELA BRASIL

No primeiro dia em que entrei no Projac, dia 18 de setembro de 1997, para uma entrevista, encontrei Bussunda vestido de “Capitão Caverna”. Na época, a gravação do Casseta era no galpão da, hoje, fábrica de figurinos. Há 15 anos, direto do Túnel do Tempo. Neste dia conheci a cidade cenográfica e os estúdios de “A Indomada” ... choque. Fiquei sem fala. Eu precisava trabalhar naquele universo. E foram 11 anos de árduo trabalho entre estúdios, fabrica de cenários, cidades cenográficas e externas. Antigamente assistia compulsivamente às novelas boas. Depois, de tanto ver os estúdios, passei a olhar para a tela em busca de algum erro que o telespectador pudesse criticar.

A história da telenovela se confunde com a da televisão brasileira. No livro do Boni esta tudo lá para quem quiser saber. Mauro Alencar, pesquisador e expert no assunto também lançou um livro com tudo. Mas ninguém melhor que o público para dizer, falar, citar, comentar, criticar, abandonar e amar novelas.

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Rodrigo Fagundes e Wendell Bendelak são representantes desta classe fiel às tramas televisivas. Em recente entrevista, Rodrigo contou sobre sua paixão pelo tema e personagens, especialmente por “Avenida Brasil”. Wendell já havia mostrado seu amor quando interpretou na peça “Surto” a Professora de Teatro, num brilhante texto envolvendo nomes de novelas e atores.

Graças às facilidades tecnológicas, ao São Youtube e às produtoras independentes, Rodrigo e Wendell juntaram-se à produtora Parafernalha e criaram para o site a série de humor “Novela Brasil” - cujo nome já diz tudo, uma homenagem às telenovelas - tendo por base o sucesso atual da novela das oito (Não adianta que não vou mudar para novela das nove. Pra mim será sempre novela das oito).

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Tiro o chapéu e faço reverências para quem empurra o mundo pra frente. Rodrigo e Wendell são dois criativos atores/escritores que empurram seus mundos pra frente. Não se acomodam. Depois do mega sucesso de “Surto”, ainda em cartaz, produziram “Mamãe Não Pode Saber” de João Falcão. E agora, ainda na linha do humor, nos brindam com “Novela Brasil” na internet, mundo onde o povo escolhe quem será o sucesso da vez. Na sequencia de virais famosos como Suzan Boyle, Cada um no seu quadrado, Stephany, “Que deselegante”, Sanduiche-iche, “Neste verão resolvi fazer algo de diferente”, “Menos Luiza, que está no Canadá”, entre tantos outros, Rodrigo e Wendell, foram os escolhidos dos últimos dois meses para brilharem nas redes sociais.

Mas o assunto é teatro. E eles, empurrando o mundo mais uma vez para frente, montaram a peça “Novela Brasil”, em cartaz na sala Paulo Pontes do Theatro Net Rio (a casa dos sucessos, não é, Frederico Reder?). No palco estão partes dos textos utilizados para os vídeos no Youtube e mais uma pitada de outras novelas. Com a parceria de José Alexandre, o texto é divertido, mas pra quem acompanha a série na internet, falta uma pitadinha de sal e pimenta. Porém o que deve ser aplaudido neste espetáculo é a homenagem às telenovelas. O trio de autores reúne o que existe de mais representativo na TV, nos três horários e, numa salada mista de bom gosto, incluíram de Juma Marruá à Dona Beja, de Dona Benta ao vampiro Vlad, com a presença de Perpétua e Nazareth Tedesco. Claro que com o apoio de Tufão, Carminha, Ágata, Nina... enfim, assistam à peça e descubram outros personagens.

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No elenco, Rodrigo Fagundes interpreta um Leleco e uma Carminha inesquecíveis; Wendell Bendelak faz de sua Nina e Gabriela suas velhas amigas; Flavia Guedes como Juma Marruá é impagável, bem como sua Suelen; José Alexandre com sua imitação de Tufão e o Vampiro Vlad arranca gargalhadas da plateia; Renato Bavier dá um show como Max e Nazareth Tedesco; e, não menos importante, Bia Guedes arrasa como Ivana e Perpétua. Essa turma representa o que de melhor temos no teatro carioca de humor hoje em dia.

Na direção, Alina Lyra e Wendell tiveram trabalho para arrumar a casa e fazer a história fluir. O tanto de criatividade dessa turma conduziria a trama para vários lugares comuns, mas eles foram firmes e seguiram o roteiro proposto, limpando excessos e liberando o caco no momento certo. No cenário e figurinos, Wanda Batista acerta em cheio. Simplicidade e referencias exatas. A luz de Paulo Roberto Moreira é o necessário para que os atores possam brilhar à vontade. E a trilha sonora de Tarso Gusmão é baseada em novelas e em sonoplastia importante para suspense e humor.

“Novela Brasil” é um espetáculo divertido e atual. Se existe algum receio de que, após o término de “Avenida Brasil”, os personagens se percam na memória do público, o resposta é que outros vilões e mocinhas estarão nas telinhas e basta incluí-los nesta “Novela Brasil” que a peça segue a sua estrada. Uma ótima homenagem às telenovelas, onde recordamos os bons personagens. A todos meus votos de sucesso e vida longa. Parabéns a vocês por empurrarem o mundo para frente e não esperarem que ninguém bata às suas portas oferecendo o sucesso. Este chegará em reconhecimento aos seus trabalhos. Espetáculo para rir e se divertir muito.

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