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COLUNA PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Leonardo Ladeira ladleo@gmail.com
rioecultura Coluna Patrimônio Histórico: Igreja de São Francisco de Paula

"O máximo da vanguarda neo-barroca". Assim a historiadora e professora da faculdade de arquitetura da UFRJ Sandra de Faria Alvim (falecida em 1997) definiu a Igreja de São Francisco de Paula, localizada no Largo de São Francisco, centro do Rio.

A Igreja de São Francisco é a segunda maior da cidade – só perde para a Candelária -, e reúne trabalhos de importantes nomes da pintura, escultura e arquitetura, como Mestre Valentim, Antônio de Pádua e Castro, Manuel da Cunha, Francisco Manuel Chaves Pinheiro e Thomas Driendl, entre outros.

Vamos conhecer hoje a história desse importante templo.

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A Venerável Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula foi instituída no Rio em 1754, pelo Bispo D.Frei Antônio do Desterro. Como não possuía templo próprio, a irmandade, constituída de homens brancos e notáveis, foi sediada na Igreja da Santa Cruz dos Militares. No ano seguinte iniciou-se a construção de uma pequena capela devotada ao santo patriarca, localizada onde hoje está a capela-mor da Igreja de São Francisco. A Irmandade se transfere então, em procissão solene, para a ermida.

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A construção da Igreja de São Francisco de Paula, no terreno conhecido na época como Largo da Sé Nova, foi possível graças a donativos. A pedra fundamental do templo foi lançada em 1759. Desde então aquela região da cidade seria chamada de Largo de São Francisco. A conclusão das obras (menos o frontispício) ocorreu em 1801, mas a igreja só ficaria totalmente pronta em 1861, quando foi inaugurada oficialmente por D.Pedro II e D.Teresa Cristina.

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Projetada por Manuel Alves Setúbal, a Igreja possui fachada de gosto pombalino, formada por cinco tramas correspondentes às torres e aos envasamentos (vãos) do corpo central. As torres têm cunhais de cantaria em pilastras arrematadas por coruchéus. Os campanários são coroados por terraço com balaustrada e bulbo revestido com azulejos amarelos e azuis. O corpo central da fachada é ladeado pelas torres sineiras e coroado por frontão curvilíneo, acrotério em cantaria e cruzeiro.

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O revestimento de talha do interior da Igreja de São Francisco de Paula é um dos mais suntuosos e monumentais do Rio, com a talha pesada e luxuosa invadindo todas as superfícies, inclusive o teto, considerado um dos mais ricos da cidade. A ambientação tenta seguir a linha formal do século XVIII, mas é impregnada por referências do século XIX. A principal determinação do interior é a monumentalidade e a exuberância das formas. A aplicação de ornamentos escultóricos de grande relevo nos tetos imprime teatralidade e suntuosidade.

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Os trabalhos de decoração interna foram realizados por mestres como Valentim da Fonseca e Silva, o Mestre Valentim (talha da capela-mor e talha dourada da Capela de N.Srª das Vitórias); Antônio de Pádua e Castro (portas de madeira, coro, mísulas, altares-laterais, reformulações na capela-mor); Manuel da Cunha (pinturas de painéis na Capela de N.Srª das Vitórias); e Francisco Manuel Chaves Pinheiro (esculturas em madeira em estilo neoclássico dos 12 apóstolos).

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A Igreja de São Francisco de Paula apresenta também trabalhos de Almeida Rios, Oreste Fabbri (cancela de ferro batido em estilo barroco, à entrada da igreja); Thomas Driendl (vitrais atrás do coro, retratando a vida de São Francisco); Vítor Meirelles, Duarte Fragoso, Chambelland e Auguste Petit (telas no consistório).

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Localizada ao fundo do corredor-galeria que ladeia a nave da igreja pela direita, a Capela de N.Srª das Vitórias, em estilo rococó, é uma das preciosidades da cidade e da arquitetura colonial brasileira. A talha dourada sobre fundo claro foi executada por Mestre Valentim. Adornam a pequena capela sete painéis do escravo alforriado Manuel da Cunha (seis parietais representando cenas da vida e milagres de São Francisco de Paula; e um, no teto, representando N.S.das Vitórias) e uma imagem portuguesa de N.S.das Vitórias (no altar-mor). A capela é destinada à iniciação dos novos irmãos da ordem.

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O altar da Capela de N.Srª das Vitórias é separado da nave por uma elegante balaustrada rococó, Segundo a professora e historiadora de arte Anna Maria Monteiro de Carvalho, “constitui-se de uma mesa-banqueta em forma de sarcófago (rococó), que tem ao fundo um retábulo propriamente dito. Um grande nicho central interrompe o entablamento e invade o espaço do frontão. No seu interior está uma imagem barroca portuguesa de Nossa Senhora das Vitórias".

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Quando for visitar a Igreja, não deixe de observar também o Chafariz Veneziano (Adro Cardeal Jaime Câmara, ao fundo do templo); a pintura da Imperatriz Leopoldina (corredor que dá acesso ao consistório, no segundo piso); o lavabo (na sacristia) em mármore branco, preto e rosa, os altares laterais (consagrados a São João, São Francisco Sales, Nossa Senhora da Conceição, São José, São Miguel-Arcanjo e Nossa Senhora das Dores), entre outros detalhes.



CURIOSIDADES

* Largo da Sé Nova - o largo hoje chamado de “São Francisco” possuía este nome porque ali foi iniciada, pelo governador Conde de Bobadela (Gomes Freire de Andrada), a construção da nova catedral da cidade, devido à ruína da Catedral de São Sebastião, no Morro do Castelo. Tal obra nunca foi terminada e, no local onde seria a Catedral, foi erguido o prédio onde hoje funciona a Escola de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ.

* Aragão - Um dos sinos da igreja foi chamado de "Aragão", porque executava o toque de recolher determinado pelo Intendente Geral de Polícia Teixeira de Aragão, entre os anos de 1824 e 1827.



FUNCIONAMENTO
Missas Regulares:
Segunda a Sexta: 12h, 12h45min e 15h30min
Largo de São Francisco, s/n°. - Centro - Rio de Janeiro – Brasil
Tel: 021- 2509-0070, 2509-0069



Fontes de Consulta
* “Arquitetura Religiosa Colonial no Rio de Janeiro” - Sandra Alvim – Edit.UFRJ / IPHAN / Pref.do RJ – 1997.
* “Mestre Valentim" - Anna Maria Fausto Monteiro de Carvalho - Cosac & Naify Edições Ltda. – 1999.
* “O Barroco Carioca” - Júlio César Machado - RioArte e GRD – 1987.
* Folder “Igrejas do Centro Histórico do Rio de Janeiro” - IPHAN - Ministério da Cultura – 1997.
* “Guia das Igrejas Históricas da Cidade do Rio de Janeiro” - Prefeitura do RJ - IPLAN Rio – 1997



Fotos
Alexandre Siqueira (recentes)
Leo Ladeira (recentes)
Wikipédia
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Adorei, foi o artigo mais detalhado que li até agora!
  Postado por: Anna
  em: 2014-01-28 22:38:33

É a Igreja mais linda do Centro! Faz uma visita, vc sairá de lá emocionado , como eu!!!!! E olha que já fui em todas do Centro do Rio, não tem igual...
  Postado por: FAbiana Mendes
  em: 2017-04-15 10:00:57


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