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COLUNA PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Leonardo Ladeira ladleo@gmail.com
O pequeno largo, quase escondido no bairro do Cosme Velho e cercado pela mata atlântica, sempre atraiu muitos turistas, especialmente estrangeiros, mas nos últimos meses o que se pode ver no local é abandono e má conservação.

As fachadas das casas estão malconservadas, o Rio Carioca está sujo, poluído e causa mau cheiro no local, as árvores estão sem poda, as pedras antigas do chão estão soltas e os azulejos estão quebrados ou cobertos por limo.



Uma de suas mansões históricas – a de número 20, propriedade da família Bittencourt, que foi dona do extinto jornal Correio da Manhã – chegou a ser invadida e ocupada em julho de 2006 por 29 famílias de sem-teto, que de lá só foram retiradas em janeiro de 2009, por força de uma liminar da Justiça. A mansão invadida pelos sem teto, tem projeto arquitetônico de Lucio Costa, jardim de Burle Marx e como quintal, parte da Floresta da Tijuca.

A herdeira da propriedade entrou na Justiça para reaver a casa de seus pais.

Enquanto o processo não é definido, quem sofre é o patrimônio histórico-cultural da cidade do Rio de Janeiro.

É só ver as fotos que tiramos lá para se constatar o atual estado de decadência e abandono do Largo do Boticário, cujas casas integram o conjunto arquitetônico tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) e fazem parte, desde 1986, da Área de Proteção do Ambiente Cultural do Cosme Velho.

Esperamos que essa situação se resolva o quanto antes.
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Um Bucólico Logradouro em pleno Cosme Velho



Cercado pela Mata Atlântica e pelo Rio Carioca, o Largo do Boticário, localizado no bairro do Cosme Velho, é um dos melhores exemplares do estilo neocolonial no Rio. Suas sete casas coloridas foram ornamentadas com elementos de igrejas e prédios coloniais oriundos das demolições do início do século XX.

Segundo o historiador Milton Teixeira, o Largo do Boticário passou a existir oficialmente no ano de 1879 e abrigava oito casas construídas no real estilo colonial. Foi batizado assim em homenagem a Joaquim Luiz da Silva Souto, o boticário da família real que morou ali, em uma fazenda. O local era visitado pelo Imperador D. Pedro II quando o monarca passeava a cavalo pelas florestas do Corcovado.



Na virada do século, porém, as casas já haviam sido substituídas por outras sem estilo definido, dando um aspecto bem eclético ao conjunto. Na década de 20, as casas eram divididas em apenas dois proprietários e um deles, que detinha as cinco primeiras casas, era o Dr. Paulo Bittencourt, filho de Edmundo Bittencourt, que em 1902 fundara o Correio da Manhã.

O outro era o artista e colecionador de antiguidades Rudy (Rodolfo Gonçalves de Siqueira), que morava em uma de suas duas casas, uma construção que lembra os chalés suíços da época. Foi por iniciativa de Rudy as obras de reconstrução e recaracterização das casas do Largo do Boticário.

No século XX ali viveu o artista plástico Augusto Rodrigues, irmão do dramaturgo Nelson Rodrigues. Também ali foram feitas cenas do filme “007 contra o foguete da morte” e inúmeras novelas.

ATRATIVOS

Azulejos

Os azulejos do Largo do Boticário podem ser vistos em vários tons e formatos e estão espalhados por todo o local, sendo vistos nas fachadas das casas, na murada próxima ao Rio Carioca e no interior das residências.

Casario

A famosa Casa Rosa, que até hoje pertence à família Bittencourt, tem cerca de 1100 m2 de área construída e incontáveis cômodos. É ladeada por um belíssimo jardim - reunindo espécies raras da mata atlântica, como o pau-mulato - que abriga uma fonte de água mineral do século XIX, um tanque com vitórias régias e várias espécies de orquídeas.

Piso pé-de-moleque

O Largo ainda mantem o tradicional calçamento em pé-de-moleque. Para se chegar ao Largo, atravessa-se uma ruela estreita, o Beco do Boticário.

Mata Atlântica

As árvores centenárias do Largo transmitem uma sensação de calma e tranqüilidade.

Rio Carioca

O riacho que corta o Largo, o Rio Carioca - chamado assim pelos índios tamoios -, empresta seu nome a todo aquele que nasce na cidade do Rio de Janeiro. Ali é um dos poucos lugares onde se é possível ver o rio passar a céu aberto.

Serviço:
O Largo fica na Rua Cosme Velho, 822, próximo à Estação do Trenzinho do Corcovado.

Por Leo Ladeira



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Fontes de Referência:
Guia Michelin do Rio de Janeiro
Bairros do Rio: Cosme Velho e Laranjeiras – ed. Fraiha – 1998
Vale das Laranjeiras / Cosme Velho – Coleção Bairros Cariocas - 1994
Site Casa 32
Wikipédia
Site Guia Legal
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Que pena ver o belo Largo do Bóticário, no
  Postado por: Mariza Trancoso
  em: 2011-01-06 14:30:35

eu adoro o quintal da cultura amo a doroteia e o lodovico tenho 7 anos e tenho problema do rim amo vocei todo mundo do quintal
  Postado por: ketlin neves
  em: 2011-08-18 16:03:32

Achei horrivel nao podermos copiar os textos para motivos de trabalho. Se nao podemos fazer nada com ele, para que postar em um Site?
  Postado por: Raquel
  em: 2011-09-09 11:02:58

Estive no Largo do Boticário no dia 13/08/2013, e a situação é deplorável e de total abandono. Qdo chegamos, eu e mais cinco pessoas, a entrada da casa principal estava trancada com cadeado, então fotografei dali mesmo, olhamos e qdo estávamos saindo uma mulher jovem nos chamou e disse que poderíamos entrar para visitar. Começou nos contando a história dos antigos moradores e nos guiando para dentro. Perguntei a ela se estava morando ali, pois tinha muita roupa estendida num varal dentro dos cômodos, panelas num fogão, um bebe deitado numa cama... Tudo muito sujo, úmido e abandonado. Ela disse que morava e tomava conta. Segurando um cachorro amarrado por uma corda, ela disse que poderíamos ir entrando até o quintal para vermos a mata. Ao subirmos uns degraus ela voltou para dentro da casa e ai ficamos com medo. Resolvemos sair rapidamente e a encontramos na entrada da casa. Nos pediu uma ajuda em dinheiro, demos e fomos embora. O Largo é muito bonito, mas está de dar medo.
  Postado por: Nadia Brito
  em: 2013-08-19 17:38:04


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