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COLUNA PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Leonardo Ladeira ladleo@gmail.com
rioecultura - Coluna Patrimônio Histórico: Palácio Tiradentes - Lugar de Memória da História Brasileira

Você sabia que no local onde hoje se encontra o Palácio Tiradentes, no Centro do Rio, funcionou no passado a Casa da Câmara e Cadeia da cidade e ali ficou preso o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes?

O Palácio que abriga a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro tem muita história para contar e um acervo artístico e arquitetônico precioso.

Vamos conhecer hoje um pouco de sua história.

Primórdios: A Casa da Câmara e Cadeia

Em meados do século XVII, a Câmara da cidade do Rio de Janeiro comprou da Ordem do Carmo a área fronteiriça ao Convento daquela ordem, na região da atual Primeiro de Março, para usá-la como rossio (praça larga, terreno espaçoso).

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Em 1638, teve início a construção de uma nova Casa da Câmara e Cadeia no Rio, em substituição à casa original que existia no Morro do Castelo. A nova sede da instituição foi erguida próxima ao Largo do Carmo.

O prédio foi construído por Francisco Monteiro, a partir de projeto original do engenheiro militar José Fernandes Pinto Alpoim.

Na Cadeia Velha esteve preso o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Em 1792, numa manhã de sábado, no dia 21 de abril, ele saiu da Cadeia Velha em procissão para ser enforcado em praça pública por sua participação na Inconfidência Mineira.

O prédio da Casa da Câmara e Cadeia teve outros usos, como o antigo Tribunal da Relação e, quando da vinda de D. João VI ao Brasil, em 1808, alojamento para a criadagem da Casa Real.

Ali também foram alojados os Correios, a Tipografia Nacional, a Caixa Econômica e a Inspetoria de higiene.

Palácio Tiradentes

Após a Proclamação da Independência, a Cadeia Velha passou a abrigar a Assembléia Geral Constituinte Brasileira e, em seis de maio de 1826, instalou-se ali o primeiro Congresso Legislativo do Brasil.

A velha Casa da Câmara e Cadeia do Rio de Janeiro foi demolida em 1917 para dar lugar ao Palácio Tiradentes.

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O projeto foi assinado pelos arquitetos Arquimedes Memória e Francisco Couchet, e o custo total da obra foi de 15 mil e 26 contos de réis. Os Estados da Federação contribuíram com dinheiro e materiais, e o Congresso aprovou os créditos necessários para sua construção.

Em 1926 foi inaugurado o Palácio Tiradentes, sede da Câmara Federal dos Deputados até nove de novembro de 1945.

Em 1946, a Casa serviu de sede à Assembléia Nacional Constituinte, e, em seguida, novamente à Câmara dos Deputados, até 20 de abril de 1960. Com a transferência da capital do país para Brasília, o prédio abrigou a Assembléia Constituinte do Estado do Guanabara, de 1960 a 1961. Ficou desocupado, servindo a convenções e congressos, até fins de 1974.

Em 1974, houve a fusão do Estado do Rio de Janeiro com o Estado da Guanabara em um só Estado - o Estado do Rio de Janeiro. No ano seguinte, por convênio, o Palácio Tiradentes e o prédio dos fundos (antigo Ministério dos Transportes) foram cedidos à Assembléia Legislativa do novo Estado.

Atualmente no Palácio Tiradentes funciona a parte administrativa da ALERJ, ficando os Gabinetes dos Deputados localizados no Palácio 23 de Julho.

Acervo Artístico

O Palácio Tiradentes é uma construção monumental, em estilo eclético, de inspiração neo-grega – em sua fachada predomina a evocação da Grécia antiga. O prédio impressiona por suas seis colunas de ordem compósita, cada uma com 12 metros de altura.

O acesso à rampa é assinalado por duas Vitórias em bronze, de dois metros de altura, colocadas sobre colunas de pedra de sete metros.

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O Salão Nobre é o coração do Palácio. Foi construído no estilo clássico Francisco I, com suas urnas decorativas (ornadas com as simbolizações da paz, do trabalho, da lei e da autoridade), seu mobiliário e, especialmente, o seu teto em forma de arcos e abóbodas, com pinturas de João Timóteo da Costa. O Salão é considerado um belo exemplo da suntuosidade da Belle Époque brasileira.

O acervo iconográfico do Palácio também é muito rico. O prédio abriga painéis e pinturas realizados por artistas renomados como Carlos Oswald, João Timóteo da Costa e Rodolpho e Carlos Chambelland.

O painel decorativo do plenário do Palácio Tiradentes foi executado por Eliseu Visconti em 1926 e representa a assinatura da primeira Constituição Republicana de 1891. No grande painel, restaurado em 2001, figuram em tamanho natural os retratos dos sessenta e três constituintes.

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No teto do Salão Nobre, Timóteo da Costa criou uma representação da nação como uma mulher, cercada de dez outras imagens femininas que simbolizavam as grandes datas nacionais. Este curioso calendário cívico chama a atenção pelo seu aspecto iconográfico quase sacro, podendo ser entendido como uma espécie de guia litúrgico.

Também chamam a atenção os dois painéis que ornamentam as galerias de circulação do segundo pavimento, que compõem o mesmo díptico temático. Um é de autoria de Aurélio Figueiredo (com a cena O Primeiro Capítulo da Nossa História Pátria - A Carta de Pero Vaz de Caminha) e o outro é de Fiúza Guimarães (com a cena O Primeiro Capítulo da Nossa Parlamentar, a participação de deputados brasileiros nas cortes constitucionais portuguesas).

Destacam-se também o vestíbulo com piso de mosaico francês, as balaustradas de mármore e escadaria de honra em ônix africano e português, os soalhos de "parquet" do segundo e terceiro pavimentos e as dez alegorias femininas que gravitam como anjos ao redor da nação, lembrando o ciclo de celebrações que deveriam reverenciar o espírito nacional brasileiro.

Exposição Permanente: Palácio Tiradentes - Lugar de Memória do Parlamento Brasileiro

Ao conhecer o Palácio Tiradentes, o visitante pode conferir a Exposição Permanente “Palácio Tiradentes - Lugar de Memória do Parlamento Brasileiro”, inaugurada em 1988. Desde então, o Palácio Tiradentes abriu suas portas a todos que desejam saber um pouco mais sobre a história do Brasil. A partir de setembro de 2001, após assinatura de convênio com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), um grupo de alunos de Licenciatura em História, coordenado pelo professor Gilberto Catão, passou a realizar diariamente uma visita guiada a escolas públicas e particulares, grupos da terceira idade e visitantes em geral, atendendo inclusive em inglês, francês e espanhol. rioecultura - Coluna Patrimônio Histórico: Palácio Tiradentes - Lugar de Memória da História Brasileira

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SERVIÇO
Rua Primeiro de Março, s/n - Praça XV - Rio de Janeiro
Informações e visitas em grupo: (21) 2588-1251
HORÁRIOS:
- Segunda-feira à Sábado: das 10h às 17h.
- Domingos e Feriados: das 12h às 17h.

Fotos atuais do Palácio Tiradentes: Leo Ladeira

Fontes de Consulta:
- Portal da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ)
- Portal da Câmara Federal dos Deputados
- Guia Michelin Rio de Janeiro
- Guia da arquitetura eclética no Rio de Janeiro
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muito interessante.
  Postado por: cris
  em: 2015-04-16 18:59:44

Interessante a história do Palácio Tiradentes. Aprendi mais um pouco e fiquei feliz por isso. Obrigada!
  Postado por: Hermogenea
  em: 2016-01-27 14:23:00


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