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COLUNA PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Leonardo Ladeira ladleo@gmail.com
O que têm em comum Pedro Álvares Cabral, o Duque de Caxias e o escritor José de Alencar? Aparentemente nada. Mas muitos desconhecem que esses personagens da história do Brasil e outros mais foram eternizados pelos cinzéis de Rodolfo Bernardelli, considerado um dos maiores escultores nacionais.


Rodolfo Bernardelli

Nascido em 1852, em uma família de artistas (seu irmão Henrique foi um conceituado retratista e paisagista), Rodolfo Bernardelli estudou nove anos em Roma e, na volta ao Brasil, foi nomeado diretor da Academia de Belas Artes, cargo que exerceu por 25 anos. Nesse período, o escultor transformou inteiramente a estrutura da instituição, modificando o ensino artístico e relançando os salões anuais.


Monumneto à Pedro Alvares Cabral

A obra de Bernardelli compõe o acervo de vários museus da cidade, como o Nacional de Belas Artes, o Histórico Nacional, o dos Teatros e o Real Gabinete Português de Leitura.

Seus trabalhos também podem ser vistos nas fachadas de prédios famosos, como o Teatro Municipal (esculturas em figura de mulher simbolizando as artes), o Tribunal Regional Eleitoral (esculturas clássicas) e o Palácio do Catete (são suas as famosas águias de bronze).


Águias na fachada do Museu da República

No lado esquerdo da portada da Biblioteca Nacional vê-se outro trabalho do escultor: uma estátua representando o Estudo. No Museu Histórico Nacional, uma galeria é formada exclusivamente por bustos feitos pelo artista. A coleção foi doada por Henrique Bernardelli e é composta por 60 peças em gesso e bronze, entre bustos, moldes e modelos, dos séculos XIX e XX. Os bustos referem-se principalmente a personagens históricos, como D.Pedro II, a Princesa Isabel, o Visconde do Rio Branco e Pereira Passos, entre outros.


Busto e brasão de D. João VI, busto do Visconde do Rio Branco localizado no Museu Histórico Nacional e "A Faceira" de 1880"

Mas a contribuição fundamental de Bernardelli à paisagem carioca são os monumentos, bustos e esculturas que se espalham por toda a cidade. Os que homenageiam os nomes citados no início localizam-se, respectivamente, na Glória, Av. Presidente Vargas e Catete. Além destes, outros trabalhos dão mostras do talento do artista, como o Lampadário da Lapa, os monumentos ao Visconde de Mauá (Praça Mauá), a D.João VI (Jardim Botânico) e a Cristiano Ottoni (Central do Brasil). No Passeio Público encontram-se vários trabalhos seus, como os bustos de Gonçalves Dias e Alberto Nepomuceno.


Foto de época do lampadário da Lapa e monumento ao Visconde de Mauá

Na Praça XV está um dos mais importantes trabalhos do artista: o Monumento ao General Osório, inaugurado em 1894. A estátua foi fundida na oficina Thibaut, em Paris, utilizando o bronze de canhões apreendidos na Guerra do Paraguai. O monumento possui oito metros de altura e guarda o corpo embalsamado do general. Chama a atenção o fato de Osório ter sido esculpido sem botas. Bernardelli quis realçar a dor do general, que não podia mais calçar botas, desde que contraíra uma inflamação nos pés após uma batalha da Guerra do Paraguai. Vários elementos da escultura, como bolas de bronze e partes da grade protetora foram roubados e vendidos em ferros-velhos.


Monumento ao General Osório

Rodolfo Bernardelli morreu em 1931, no Rio. Sua obra, apesar de expressiva e numerosa, ainda carece de um estudo aprofundado.

Por Leo Ladeira

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Fontes de Consulta:
* MONUMENTOS tombados pelo Patrimônio. Casa e Jardim, nº 175, págs.22 a 26. RJ, 1969.
* SANTOS, Noronha. Fontes e chafarizes do Rio de Janeiro. In Arquitetura Oficial II. SP: FAUUSP - MEC-IPHAN, 1978.
* PORTO-ALEGRE, Manuel de Araújo. Iconografia brasileira. Revista do IHGB, tomo 19, n.º 23. RJ, 1856.
* ABREU, Maurício. Evolução Urbana do Rio de Janeiro. RJ: Jorge Zahar, 1987.
* CARRAZZONI, Maria Elisa. Guia dos bens tombados. RJ: Expressão e Cultura, 1987.
* COSTA, Nelson. Rio de ontem e de hoje. RJ: Leo Editores, 1958.
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Parabéns pela coluna, é sempre bom estar lendo um pouco sobre a parte histórica atual do Rio de Janeiro... Estou sempre acompanhando seu trabalho, e aguardando o que você tem a falar sobre o período que caracterizou o Rio de Janeiro como uma cidade de fato histórica, a época da Monarquia Brasileira.
  Postado por: Jean Arion
  em: 2010-02-19 01:16:20

Prezado Jean, obrigado pelo comentário carinhoso! Pode deixar que vamos abordar o período imperial também, que nos deixou vários bens históricos. Continue acompanhando a coluna! Abraços
  Postado por: Leo Ladeira
  em: 2010-02-19 09:01:38


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