rioecultura rioecultura
Facebook Twitter Pinterest Picasa Instagram
EXPOSIÇÕES EVENTOS LOCAIS CULTURAIS COLUNISTAS ARTIGOS MATÉRIAS NOTÍCIAS INSTITUCIONAL COLABORADORES CONTATO
TRANSLATE THIS WEBSITE
COLUNA PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Leonardo Ladeira ladleo@gmail.com
Patrimônio cultural brasileiro em plena Zona Norte do Rio

rioecultura : Feira de São Cristóvão : Coluna Patrimônio Histórico

Responda rápido: se você estiver no Rio e bater aquele desejo de comer uma carne de sol com manteiga de garrafa, um baião de dois ou uma macaxeira, que lugar você procuraria?

Nem é preciso pensar muito: a maioria escolheria a popular Feira de São Cristóvão, que há mais de 60 anos é um patrimônio cultural do Rio de Janeiro e do próprio Brasil.

Vamos conhecer hoje a história do Pavilhão e da Feira que são marcos de nossa cultura popular.

A Feira

rioecultura : Feira de São Cristóvão : Coluna Patrimônio Histórico

rioecultura : Feira de São Cristóvão : Coluna Patrimônio Histórico

A história da Feira de São Cristóvão tem início em 1945, quando caminhões ‘pau-de-arara’ vindos de vários estados do Nordeste, chegavam ao Campo de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, trazendo retirantes nordestinos para trabalhar na construção civil.

Na Cidade Maravilhosa, os nordestinos encontravam seus conterrâneos justamente no Campo de São Cristóvão e em pouco tempo surgiria a Feira, onde se podia degustar o que há de melhor na culinária nordestina, além de se conhecer melhor as tradições.

Na Feira de São Cristóvão é possível encontrar comidas típicas, artesanato, literatura de cordel, danças, música e muitas curiosidades.

Pavilhão de São Cristóvão, marco da arquitetura moderna brasileira

rioecultura : Feira de São Cristóvão : Coluna Patrimônio Histórico

rioecultura : Feira de São Cristóvão : Coluna Patrimônio Histórico

rioecultura : Feira de São Cristóvão : Coluna Patrimônio Histórico

O prédio onde hoje se encontra a Feira de São Cristóvão, chamado de Pavilhão, foi construído no final dos anos 50 e inaugurado em 1962. A estrutura foi concebida para funcionar como Exposição Internacional de Indústria e Comércio durante o governo Juscelino Kubitschek. Foi um empreendimento do famoso Joaquim Rolla, criador do Cassino da Urca.

Projetado pelo arquiteto Sérgio Bernardes, o Pavilhão foi, originalmente, uma das maiores áreas cobertas sem viga do mundo, com 156.000m². Para cobrir o Pavilhão desprezando o auxílio de colunas, foram lançados cabos de aço compondo uma superfície parabólica. A cobertura original era plástica e tinha uma refrigeração natural. A água era bombeada para os pontos mais altos e escorria para os mais baixos terminando numa espécie de cascata sobre dois lagos laterais, um sistema que ajudava a diminuir a temperatura ambiente nos dias mais quentes, bastante arrojado para a época.

Em 1991, seu teto desabou, devido às fortes chuvas e à má conservação. A cobertura foi substituída por placas metálicas, que depois foram removidas.

Em 2003, o então prefeito do Rio, Cesar Maia, utilizou o espaço abandonado do Pavilhão para abrigar a Feira Nordestina, que funcionava havia muitos anos na rua em volta do Campo de São Cristóvão.

Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas

rioecultura : Feira de São Cristóvão : Coluna Patrimônio Histórico

rioecultura : Feira de São Cristóvão : Coluna Patrimônio Histórico

Rebatizado de Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, o espaço oferece hoje cerca de 700 barracas fixas, que oferecem as várias modalidades da cultura nordestina: culinária, artesanato, trios e bandas de forró, dança, cantores e poetas populares, repente e literatura de cordel.

As ruas internas receberam nomes dos noves estados do Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe). Foram batizados com nomes de artistas, personalidades e cidades da região os palcos João do Vale, Jackson do Pandeiro e Pinto Monteiro e as praças Padre Cícero, Frei Damião, Mestre Vitalino, Câmara Cascudo e Catolé do Rocha.

Há também estátuas de dois ícones nordestinos: Luiz Gonzaga e Padre Cícero.

A Feira é um grande sucesso que atrai cerca de 250 mil visitantes por mês. Até os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Roussef já passaram por lá.

De terça a quinta-feira, os restaurantes abrem para almoço. A partir de 10h de sexta-feira até 22h de domingo, todas as barracas funcionam, ininterruptamente, animadas por trios e bandas de forró e shows de repentistas e cordelistas.

rioecultura : Feira de São Cristóvão : Coluna Patrimônio Histórico

rioecultura : Feira de São Cristóvão : Coluna Patrimônio Histórico



Serviço:
Campo de São Cristóvão S/Nº - Pavilhão de São Cristóvão - Bairro de São Cristóvão - Rio de Janeiro/RJ.
Tel.: 2580-5335
Prefeitura RIO/Secretaria de Cultura/Pavilhão - (21) 3234-7376

Funcionamento:
Terças, quartas e quinta s - 10:00 às 18:00 (Somente alguns restaurantes e barracas)
Sextas, sábados e domingos - 10:00 de sexta até 20:00 de Domingo



Fontes de Pesquisa
- Home Page Feira de São Cristóvão
- Guia Michelin Rio de Janeiro
- Wikipédia
- Site Foi um Rio que passou
- Fotolog Zona Norte
- Acervo Alexandre Siqueira
- Acervo Leo Ladeira
compartilhe subir a página
Postagens

Julio Biar [MPB]

Leo Ladeira [Patrimônio Histórico]

Marcelo Aouila [Teatro]

Seu nome:

Comentário:

Observação:
Verifique o texto antes de enviá-lo, pois não será possível modificá-lo ou apagá-lo após o registro.

ATENÇÃO: O seu comentário não será postado automaticamente. Ele passará por uma aprovação antes de ser publicado.



A Feira de São Cristóvão é uma atração turística e cultural imperdível para cariocas e não-cariocas, brasileiros e estrangeiros. Eu adoro ir lá!!!
  Postado por: Alexandre Siqueira
  em: 2011-06-16 19:29:09

lindo, amei tudo que vi
  Postado por: diana
  em: 2015-10-08 14:53:38


Dados do(a) amigo(a):
Nome:
E-mail:
Mensagem:

Seus dados:
Seu nome:
Seu e-mail:
  voltarsubir
© Copyright 2008-2013 Rio&Cultura
SIMETRIA Arte e Comunicação desenvolve este site

Clicky Web Analytics
Rio&Cultura