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COLUNA PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Leonardo Ladeira ladleo@gmail.com
Pequena jóia de inspiração francesa em plena Glória

rioecultura : Praça Paris : Coluna Patrimônio Histórico

Um pedacinho da França nos trópicos. Assim é constantemente chamada a Praça Paris, uma das mais bonitas do Rio. Vamos conhecer hoje a história desse belo espaço da cidade, localizado no bairro da Glória.

O Plano Agache

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Praça Paris na data de sua inauguração

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Praça Paris na década de 20

A Praça Paris foi construída em 1929, no governo Washington Luís, pelo Prefeito do então Distrito Federal, Antonio Prado Junior.

O projeto foi assinado pelo arquiteto francês Alfred Hubert Donat Agache (1875-1959), por vezes chamado Alfredo Agache, incumbido em 1927 de fazer um plano urbanístico para a cidade do Rio de Janeiro.

Segundo Fernando Diniz Moreira, Professor Adjunto do Depto. de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Pernambuco, o objetivo do Plano Agache era “resolver os problemas funcionais do Rio de Janeiro, dar-lhe uma feição de capital e incutir na mente de seus habitantes um ideal social de vida moderna, sem descurar de requerimentos funcionais, como zoneamento e tráfego”.

O projeto de Agache era composto de três partes. A primeira empreendia um exaustivo e amplo estudo da situação da cidade; a segunda parte era o plano propriamente dito, enquanto a terceira “Os grandes problemas sanitários”, abordava a questão do abastecimento d’água, do esgotamento sanitário e das inundações.

O Plano Agache jamais foi implantado, ainda que várias obras por ele sugeridas fossem realizadas nas décadas seguintes. Nas palavras do Prefeito Pedro Ernesto, “nem em cinquenta anos ele seria exeqüível”.

A Praça Paris

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Praça Paris na década de 30

Erguida sobre um aterro, com material oriundo da demolição do Morro do Castelo, a Praça Paris, em sua expansão original, ia das avenidas Rio Branco e Beira-Mar até a Rua da Glória, englobando 48 mil m². Foi uma das poucas heranças do Plano Agache para o Rio de Janeiro.

De inspiração francesa, a praça foi concebida como uma jóia da belle époque. As amplas alamedas, inspiradas nas Tuileries, em Paris, eram margeadas por arbustos caprichosamente podados com a técnica de topiaria, gerando estátuas vivas em formas de animais.

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Praça Paris na década de 50

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Praça Paris na década de 60

Denominada e reconhecida oficialmente como logradouro público pelo decreto n° 2.746, a praça teve seus jardins projetados pelo arquiteto José da Silva, sob a inspiração do urbanista francês e posteriormente remodelados por Azevedo Neto.

Em sete de setembro de 1929, foram inaugurados os repuxos que se compunham com 25 holofotes que alternavam as cores dos jatos de água, trazendo um belo colorido. Em 1936, a Praça Paris contava com 35 postes de iluminação.

Museu de Esculturas a Céu Aberto

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A Praça Paris é também conhecida por ter uma das maiores concentrações de esculturas a céu aberto do país – o espaço conta com diversos bustos em bronze, estátuas em mármore e um espelho d´água.

Em seu interior se encontram monumentos, como as Estações do Ano em mármore de Carrara (réplica das existentes no Palácio de Versalhes, na França); dois felinos também em Carrara, os bustos de Carmen Gomes, Alfred Agache, Vera Janacopulos, Clovis Bevilacqua, Afonso Celso e Cândido Mendes, além do Monumento ao Almirante Barroso e do Monumento a Varnhagen, ambos de autoria de José Otávio Correia Lima.

O Chafariz, com três névoas circulares, duas próximas à borda e outra central, é composto por quatro golfinhos que jorram água da boca e que ficam num lago de 1.600 metros quadrados em forma retangular. Os golfinhos também são cópias dos existentes no Jardim de Versalhes, na França.

Restauração e Tombamento

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Na gestão do Prefeito Marcelo Alencar, a Praça Paris sofreu reformulação, quando foi cercada com gradis de ferro. Nesta ocasião, voltou a funcionar o seu belo chafariz com refletores jorrando água a 25 metros, com iluminação que se alternavam nas cores azul, vermelha e amarela.

Para festejar a reinauguração da Praça Paris, em 1992, a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e o Consulado da França convidaram a atriz Bibi Ferreira para fazer um concerto sinfônico na praça. No espetáculo, Bibi interpretou sucessos da cantora francesa Edith Piaf.

A Praça Paris foi tombada em 16 de maio de 1995, pelo Departamento Geral de Patrimônio Cultural da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro.

Em outubro de 2010, depois sete anos desligado, o chafariz da Praça Paris voltou a funcionar, após passar por um processo de recuperação, que incluiu o esvaziamento e limpeza do fundo do lago, aquisição e instalação de novas bombas submersas, assim como a recuperação de quatro bombas submersas já existentes, do fundo do lago, que apresentavam rachaduras e infiltrações, do quadro de comando e da tubulação de jorro que havia sido furtada.



Fontes de Consulta:
- “História das Ruas do Rio". Brasil Gerson. Original publicado em 1955. 5ª edição / Editora Nova Aguilar / RJ / 2000.
- Urbanismo, modernidade e projeto nacional: reflexões em torno do Plano Agache. Fernando Diniz Moreira - Professor Adjunto Depto de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal de Pernambuco.
- Bairros do Rio - Glória & Catete. Casa da Palavra / Fraiha Editora / Prefeitura do Rio - 2000.
- “História do Bairro da Glória" - Henrique Fridman e Sergio A. Fridman. Barroso Produções Editoriais / Rio de Janeiro / 2002
- O que o Rio e Paris têm em comum? - Veja-Rio 22/05/2002
- Prefeitura recupera chafariz da Praça Paris, na Glória
- Site Foi um Rio que Passou
- Fotolog Saudades do Rio - Luiz Darcy
- Fotos recentes da Praça Paris: Leo Ladeira
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Querido Leo, Sempre mantendo o trabalho primoroso de jornalista do nosso cotidiano e dos seus ecos históricos na cidade. Parabéns por todas as matérias! Daniel Puig
  Postado por: Daniel Puig
  em: 2010-12-26 19:43:25


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