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COLUNA PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Leonardo Ladeira ladleo@gmail.com
Sede do CPRM na Urca chama atenção por sua importância histórica e arquitetônica

rioecultura : CPRM - O Palácio da Geologia Brasileira : Coluna Patrimônio Histórico

Muita gente desconhece que o majestoso prédio que sedia a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), na Av. Pasteur, na Urca, é um dos únicos remanescentes da Exposição Nacional de 1908, realizada no bairro em comemoração ao Centenário da Abertura dos Portos.

Hoje, o visitante que for ao prédio pode conhecer os belos destaques arquitetônicos do edifício e também mergulhar no mundo dos minerais, rochas e fósseis, além de saber mais sobre os dinossauros que viveram no Brasil.

Devido à sua importância histórica e arquitetônica, o Prédio do CPRM foi tombado pela Prefeitura do Rio de Janeiro como Patrimônio Cultural em 11/10/94.

Mas vamos começar essa história do princípio.

Histórico da Construção

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Em 1880, o Barão Homem de Mello, então Ministro do Império, incumbiu o engenheiro Antonio de Paula Freitas de elaborar o projeto de um edifício destinado a sediar a administração da Faculdade de Medicina. O local escolhido foi um terreno na então chamada Praia da Saudade (Urca), atual Av. Pasteur.

As obras do ‘Curatorium’ da Faculdade de Medicina foram iniciadas em 1881, em cerimônia que contou com a presença do imperador D.Pedro II. No entanto, as mesmas foram interrompidas em 1884 por falta de recursos financeiros. A construção se arrastou até o início da República, quando o edifício foi escolhido para sediar um dos pavilhões da Exposição Nacional de 1908.

A Exposição Nacional de 1908 e o Palácio dos Estados

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A Praia Vermelha, na Urca, foi a região escolhida para sediar a Exposição Nacional de 1908, em comemoração ao Centenário da Abertura dos Portos. A então conhecida Praia da Saudade sofreu um conjunto de intervenções urbanísticas para viabilizar a exposição. Um cais foi construído para interligar, por barcas, a área do evento com o Cais Pharoux; o trânsito pela Praia de Botafogo ganhou um caminho próprio para tramways; foram abertas avenidas, ruas e praças, nomeadas a partir de fatos da história do País; um trenzinho transportava os visitantes entre os pavilhões.

A Exposição, que ocorreu entre 28 de janeiro e 15 de novembro de 1908, visava, segundo Afonso Pena, "traçar um inventário do País". Tinha como objetivo principal divulgar as riquezas brasileiras naquele início de século, quando o Rio de Janeiro passava por significativas transformações sociais, culturais e urbanísticas. Foi concebida nos moldes das exposições universais que marcaram o avanço tecnológico e urbanístico dos grandes centros europeus.

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A Exposição foi dividida em quatro grandes ramos - agricultura, indústria pastoril, várias indústrias e artes liberais -.

O evento funcionou também como uma mostra do Ecletismo na arquitetura nacional: os pavilhões apresentavam uma mistura de estilos arquitetônicos.

Quase todos os 20 pavilhões construídos para a exposição foram demolidos posteriormente. Apenas duas construções sobreviveram: o Pavilhão das Máquinas, hoje ocupado pela Escola de Teatro da Uni Rio, e o Palácio dos Estados, atual CPRM.

Ministério da Agricultura e CPRM

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Em novembro de 1909, um ano após o término da Exposição Nacional, o antigo Pavilhão dos Estados passou a sediar o Serviço Geológico e outros órgãos do Ministério da Agricultura.

Em 1934, foi extinto o Serviço Geológico e criado o DNPM, ainda subordinado ao Ministério de Agricultura. Finalmente, em 1960, com a criação do Ministério das Minas e Energia o DNPM é absorvido pelo novo ministério.

Em 1969 o prédio passou para o patrimônio da CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais) e hoje abriga, além de diversas áreas técnicas do Serviço Geológico do Brasil - CPRM, o Museu de Ciências da Terra do Departamento Nacional da Produção Mineral.

As coleções do Museu de Ciências da Terra resultam dos trabalhos realizados por várias gerações de geocientistas que passaram pelo Serviço Geológico e, mais tarde, pelo DNPM. No seu valioso acervo, destacamos a exposição permanente de coleções de minerais, rochas, fósseis e meteoritos.

O Prédio

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O Prédio do CPRM é composto por três pavimentos no corpo central e dois nos corpos recuados. A fachada do corpo principal tem 78 metros de extensão e avança 44 metros em relação às alas laterais recuadas.

Destacam-se no prédio do CPRM

:: FACHADA ::
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- Duas amplas escadarias em gnaisse facoidal com corrimões e balaustrada;
- Esculturas de dois leões (lado extremo) e duas águias (lado interno) modeladas em cimento;
- Quatro grandes colunas de ordem compósita a prumo de 12 metros, trabalhadas em granito, com capitéis coríntios e pedestais quadrados - Brasão das Armas da República em relevo (sobre as colunas);
- Sacadas com balaústres de cantaria;
- Portas duplas de madeira trabalhada e ferro batido, no estilo Luiz XVI.

:: SAGUÃO ::
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rioecultura : CPRM - O Palácio da Geologia Brasileira : Coluna Patrimônio Histórico

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- Lustre de bronze, estilo Luiz XVI, com 16 lâmpadas;
- Piso em cerâmica italiana;
- Pilastras ornamentadas na parede em estilo art-déco;
- Painéis de Rodolfo Amoedo retratando robustos bebês, emoldurados por pintura ilusionista simulando o relevo.

:: HALL PRINCIPAL ::
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- Piso de cerâmica italiana;
- Escada nobre de ferro artístico fundido desenhada em Paris e fabricada na Fundição Indígena, no Brasil;
- Pisos e patamares da escadaria em mármore Carrara;
- Estatuetas de ferro batido feitas na fundição Val D´Osne que servem de suporte para sete lâmpadas;
- Clarabóia com vitral monocromático;
- Estuque em alto-relevo;
- Murais pintados a óleo por Antonio Parreiras, em Paris, em 1910, representando a Agricultura, a Indústria e o Comércio.

Museu de Ciências da Terra

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O Museu de Ciências da Terra –, mais conhecido como Palácio da Geologia Brasileira, tem um dos mais valiosos acervos da América Latina. A coleção é constituída por fósseis, exposição de rochas e documentos geológicos. São mais de seis mil minerais, desde o ferro e a bauxita, até os cristais, ouro e diamante. Na biblioteca, a instituição dispõe de mais de 90 mil volumes à disposição do público, que chega a aproximadamente 12 mil pessoas por ano.

Atualmente, o Museu de Ciências da Terra apresenta as seguintes exposições temáticas:

No Tempo dos Dinossauros – mostrando seu acervo de vertebrados fósseis que viveram no Brasil durante a Era Mesozóica, suas origens e descendentes até os dias de hoje.

Llewellyn Ivor Price - comemorando seu centenário, uma mostra contando a vida de um dos maiores paleontólogos do DNPM, com o seu legado cientifico e cultural deixado para o Brasil.



Serviço
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As visitas podem ser feitas de terça a domingo, das 10h às 16h.
Avenida Pasteur, 404 - Urca - Tel: 2295-7596.



Fotos atuais: Leo Ladeira e Alexandre Siqueira

Fontes de Consulta:
- “Um Palácio que foi dos Estados” – por Pierluigi Tosatto. Publicado nos Cadernos do Patrimônio Cultural nº 3 – Jul/Dez 1992.
- Guia da Arquitetura Eclética no Rio de Janeiro - Centro de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro. Casa da Palavra (2000)
- Site Exposições Virtuais - Arquivo Nacional
- Site Panorama Rio – Fotos: André Bonacin
- Fotolog Saudades do Rio
- Site Skyscrapercity
- Blog Curiosidades Cariocas
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Mania de destruir, impulso de esquecer, apagar a memória... Vi a exposição fantástica nos Correios sobre os prédios construidos para a 1ª Exposição Internacional... Quase tudo foi abaixo! Gente! O que é isso? É para facililitar a falsificação de nossa história e nossa identidade cultural? Porquê? Rio de Janeiro no fim do século XVII já era uma cidade com plano urbanístico e linda unidade arquitetônica! Que interesses são estes que desejam demolir nossa memória e os testemunhos de nossa história? Grata p/ atenção
  Postado por: Evany Fanzeres
  em: 2010-12-01 15:09:31


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