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COLUNA PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Leonardo Ladeira ladleo@gmail.com
rioecultura : Chafariz da Glória ganhará blindagem para evitar vandalismo : Coluna Patrimônio Histórico

Após ter sido restaurado quatro vezes e depredado cinco vezes seguidas, o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico a Artístico Nacional) resolveu tomar uma medida drástica em relação ao Chafariz da Glória: proteger o monumento tombado com uma parede de vidro de 13 metros de largura por 2,40 metros de altura. Uma blindagem.

Segundo o Superintendente do IPHAN no Rio, Carlos Fernando Andrade, o vidro não prejudicará a visibilidade da fonte colonial:

“O vidro é pregado direto no chão. É uma experiência para salvar um bem que é atacado com muita frequencia. Cada vez que ele é restaurado, são causados novos danos à peça, pois é preciso utilizar produtos químicos e abrasivos para limpá-lo. Ainda não conheço esse tipo de proteção no Brasil. Instalar câmeras não funciona, porque a câmera apenas mostra quem foi o culpado, mas o prejuízo já foi causado”, disse ele ao jornal O Globo em outubro deste ano.

Só em 2010, a Prefeitura do Rio reformou duas vezes o chafariz e o IPHAN mais duas, gastando cerca de R$ 80 mil só nas restaurações.

De acordo com informações do Jornal O Globo, os recursos para a instalação do vidro, cerca de R$ 65 mil, já foram liberados e a licitação foi concluída. Em breve a parede de vidro será instalada.

É uma solução polêmica, mas ao menos tentará proteger o chafariz de pichações e ataques de vândalos. O vidro tem 16 milímetros de espessura e é resistente até a armas de fogo.

O entorno do Chafariz encontra-se bastante decadente e a fonte é usada como mictório e abrigo para mendigos e moradores de rua.

O Chafariz da Glória: Monumento do Rio Colonial

rioecultura : Chafariz da Glória ganhará blindagem para evitar vandalismo : Coluna Patrimônio Histórico

Fonte parietal colada às fraldas do morro de Santa Teresa, o Chafariz da Glória foi edificado a mando do Marquês de Lavradio, em 1772.

Na época a então Rua da Gloria chamava-se Estrada de N.S.da Glória. Para a construção do chafariz foi aproveitada uma pequena fonte já existente naquele local.

Sua composição desenvolve-se a partir de um corpo central, em alvenaria caiada, coroado por frontão curvo interrompido, apoiado sobre pilastras duplas.

rioecultura : Chafariz da Glória ganhará blindagem para evitar vandalismo : Coluna Patrimônio Histórico

No tímpano do frontão vê-se uma lápide de mármore com inscrições em latim sobre a inauguração da fonte.

Acima se encontra uma cornija (parte superior do entablamento) e um vaso de mármore em forma de lanterna.

Os tanques que compõem o chafariz foram construídos em pedra lavrada.

Foi reformado em 1905 por Pereira Passos, quando teve outro muro acrescentado à parte posterior.

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rioecultura : Chafariz da Glória ganhará blindagem para evitar vandalismo : Coluna Patrimônio Histórico

O fornecimento de água à população no período colonial era feito pelos chafarizes, fontes e torneiras públicas. Segundo Adolfo Morales de Los Rios, “Os moradores enviavam a esses lugares os seus serviçais munidos de barris, transportados à cabeça. Os hotéis enviavam bestas, em cujas cangalhas se dependuravam barrilotes”.

O Chafariz da Glória foi registrado em telas de pintores viajantes, como Raymond Auguste Quinsac de Monvoisin, que pintou o monumento no quadro “A cidade vista do adro da Igreja da Glória do Outeiro”, hoje pertencente ao acervo do Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa.

Esperamos que com a blindagem, o chafariz colonial possa enfim ser resguardado.



Fontes de Consulta:
* Guia da Arquitetura Colonial, Neoclássica e Romântica no Rio de Janeiro – Jorge Czajkowski, organizador. Casa da Palavra/Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 2000
* Grandjean de Montigny e a Evolução da Arte Brasileira. Adolfo Morales de Los Rios, 1941.
* Chafariz da Glória receberá barreira de vidro para conter vândalos. Por Jacqueline Costa. O Globo: 25/10/2010.
* Blog Rio de Janeiro que eu amo
* Acervo Halley Pacheco de Oliveira
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