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COLUNA PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Leonardo Ladeira ladleo@gmail.com
O primeiro grande monumento da República

rioecultura : Estátua Equestre do General Osório : Coluna Patrimônio Histórico

No centro da Praça XV de Novembro destaca-se a figura imponente do General (depois Marechal) Osório. A estátua que homenageia o famoso herói da Guerra do Paraguai, de autoria de Rodolfo Bernardelli, foi inaugurada em 1894 e é o primeiro monumento público do Rio na era republicana.

A estátua eqüestre do General Osório mede 8m de altura e, num gesto de audácia, foi feita com o bronze dos canhões tomados pelo Brasil na Guerra do Paraguai.

Vamos conhecer a história desse monumento.

A Construção

O Monumento ao General Osório foi a primeira grande encomenda recebida por Rodolfo Bernardelli. Na época acreditava-se que o Brasil precisava de heróis, e como Osório era muito querido pela população, o projeto de um monumento a um general do Império foi muito bem recebido, mesmo em tempos republicanos. Cada pessoa poderia participar do custeamento da estátua doando até 500 réis (a obra toda foi orçada em 160 contos).

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Rodolfo Bernardelli

rioecultura : Estátua Equestre do General Osório : Coluna Patrimônio Histórico
Detalhe com assinatura de Rodolfo Bernardelli

A estátua foi encomendada em 1887 ao escultor Rodolfo Bernardelli, que cinco anos depois, enviaria o modelo para Paris, para ser fundido nas oficinas Thibaut. A estátua foi cortada em partes e levada em caixas para Paris, onde o irmão do escultor, Henrique Bernardelli, a aguardava para levá-la à fundição. Depois de pronta, a estátua foi trazida de volta ao Rio e montada por Sante Bucciarelli na Praça XV.

Bernardelli se inspirou no verismo italiano e criou uma obra realista, com detalhes minuciosos somente perceptíveis com exame mais próximo. A pata dianteira do cavalo, por exemplo, está levantada, o que imprime ao monumento uma movimentação realista. Osório foi representado sem botas, devido ao fato do general ter deixado de usá-las após contrair graves feridas na Guerra do Paraguai: na Batalha do Passo da Pátria, que durou 24 horas seguidas, Osório lutou com as botas encharcadas, o que causou uma séria inflamação e impediu que ele usasse botas para o resto da vida.

O pedestal do monumento é de granito dos Alpes.

A Inauguração

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A inauguração do monumento, ocorrida a 12 de novembro de 1894, foi testemunhada por 40.000 pessoas. Houve muita fanfarra, foguetes, serpentinas e desfile de tropas para a primeira festa promovida pela República em torno de um monumento comemorativo.

O monumento foi propositalmente instalado de frente para o mar, com o intuito de promover a idéia de que o grande herói receberia de frente os estrangeiros que aqui chegavam - o que simbolizava a hospitalidade do povo brasileiro.

Apesar de toda a festa, choveram críticas à obra de Bernardelli, considerada de pouca força expressiva. Alguns alegaram que a estátua não transmitia o perfil bravio e heróico de Osório. Mariano Benlliure, membro da Academia São Fernando de Madri, disse que o general parecia "um corcunda e na sua pose falta vivacidade, deixa sentir o cansaço do modelo; e como execução, as roupas são pessimamente modeladas, parece um trabalho de fancaria".

Alto-Relevos

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Os dois alto-relevos laterais de bronze representam a Batalha de Tuiuti e o ataque ao Passo da Pátria. O que representa uma cena da famosa batalha do Tuiuti mostra como foi sangrentas a Guerra do Paraguai. Só nesta batalha, ocorrida a 24 de maio de 1866, morreram 4000 paraguaios e 650 soldados aliados. A cena foi reproduzida por Bernardelli por ser considerada o maior feito militar de Osório, que foi ferido gravemente no combate.

Restos Mortais

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Os restos mortais do Patrono da Cavalaria do Exército foram transferidos do asilo dos Inválidos da Pátria, na Igreja do Bom Jesus (Ilha do Fundão) para o mausoléu construído sob sua estátua eqüestre, na Praça XV. Há poucos anos foram transferidos para o memorial construído em sua homenagem, em Tramandaí, Rio Grande do Sul.



CURIOSIDADE
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Você sabia que o General Osório e o Marquês de Herval são a mesma pessoa?

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Todo mundo conhece a Praça General Osório, onde se realiza a famosa feira hippie de Ipanema. Muitos também conhecem o edifício Marquês do Herval, um dos marcos da arquitetura moderna brasileira, localizado na Av.Rio Branco. Mas o que muita gente não sabe é que o General Osório e o Marquês de Herval são a mesma pessoa. O general chamava-se Manoel Luiz Osório e nasceu a 10 de Maio de 1808, na vila de Nossa Senhora da Conceição do Arroio, atual Osório, Rio Grande do Sul. Recebeu o título de barão em 1866 e o de visconde com grandeza em 1868. No ano seguinte, antes do término da Guerra do Paraguai, obteve o título de Marquês de Herval. Em 1877, foi promovido a marechal e elegeu-se senador pelo Rio Grande do Sul. Em 1878, Osório assumiu o Ministério da Guerra. O herói da Guerra do Paraguai morreu em quatro de outubro de 1879, na sua casa da Rua Riachuelo, onde hoje funciona o Museu Casa de Osório.



Fontes de Consulta:
COARACY, Vivaldo. Memórias da cidade do Rio de Janeiro. Belo Horizonte: Itatiaia / Ed.da USP, 1988.
FONTAINHA, Affonso. História dos monumentos do Rio de Janeiro. RJ: Ed. Americana, 1963.
MONUMENTOS do Rio. Obras de arte existentes nos logradouros municipais. RJ: Prefeitura do RJ, 1983.
NASCENTES, Antenor. Efemérides Cariocas. RJ: Organização Cultural Vida, s/d.
Guia Michelin do Rio de Janeiro.
Bicentenário do Marechal Manoel Luis Osório. Revista Verde-Oliva – Exército Brasileiro nº 195 - Jan/Fev/Mar 2008.
D. de Notícias, Monumentos da Cidade, Diário de Notícias, 1946.
Flog Foi um Rio que passou
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interessantissimo
  Postado por: Guilherme braga
  em: 2013-05-11 00:03:20

a pata do cavalo está levantada, indicando que o homenageado foi ferido em combate, e não para imprimir realidade de movimento.
  Postado por: Saulo Pacheco
  em: 2013-10-14 19:40:17

Tomei parte na Câmara Ardente de Osório no Palácio Piratini (creio que em 1992), e depois na inauguração de sua tumba final em Tramandaí (Parque Osório). O que não se comenta é que quando os restos mortais foram levados para a praça no Rio de Janeiro, ele estava em boas condições, embalsamado, entretanto, ao ser removido de lá ele estava muito danificado, se perdendo tecidos do corpo e do traje em razão de uma infiltração de água que inundou a tumba no monumento. Dizia-se na ocasião que a água era do mar. Até os metais ficaram muito prejudicados. Uma lástima!
  Postado por: César Ataídes Figueira Torres (Porto Alegre)
  em: 2016-04-08 20:10:35


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