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COLUNA PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Leonardo Ladeira ladleo@gmail.com
Precioso patrimônio cultural em Santa Teresa

rioecultura : Museu da Chácara do Céu : Coluna Patrimônio Histórico

rioecultura : Museu da Chácara do Céu : Coluna Patrimônio Histórico
foto que registra a inauguração da casa

No local onde hoje se encontra o Museu da Chácara do Céu, na bucólica Santa Teresa, viviam, em uma casa em estilo eclético, o engenheiro e diplomata Raymundo de Castro Maya e sua mulher, Theodózia Ottoni de Castro Maya, herdeira de tradicional família mineira.

Ali, na chamada ‘Chácara do Céu’, o filho do casal, o industrial e mecenas Raymundo Castro Maya (1894-1968) residiu a partir de 1899, quando sua família retornou de um longo período na França.

A Chácara do Céu foi alugada posteriormente por delegações diplomáticas da Noruega e Canadá. Na década de 1950, Castro Maya resolveu demolir a antiga casa da família e construir ali sua residência, encomendando o projeto ao arquiteto Wladimir Alves de Souza. O objetivo era projetar uma casa para viver e abrigar sua extensa coleção de obras de arte.

A nova casa foi inaugurada em 1958, com um jantar em honra do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em que Castro Maya foi anfitrião de artistas, intelectuais e membros da alta sociedade carioca. Encabeçando a lista de convidados, o presidente da República, Juscelino Kubitschek.

A Construção

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Um dos ícones da arquitetura moderna do país, a casa do Museu da Chácara do Céu foi construída em terreno de 18.000 m², de frente para a Baía de Guanabara.

A casa se sobressai pela simplicidade de suas linhas retas, pelo revestimento de pedra e pelas grandes janelas.

Segundo o Guia da Arquitetura Moderna no Rio de Janeiro, a casa conjuga “tradição com a modernidade, próxima à arquitetura italiana do entre-guerras”. O Guia destaca também o semi-pátio aberto para o jardim, no lado norte da construção. E, no lado sul, o jardim-de-inverno – uma caixa de vidro sobre pilotis.

Também merecem destaque os exuberantes jardins, de onde se pode obter diversos ângulos do Rio, especialmente do Centro da cidade.

rioecultura : Museu da Chácara do Céu : Coluna Patrimônio Histórico

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No interior da antiga residência de Castro Maya são vistos os cômodos, hoje transformados em salas de exposição. Na sala de jantar encontra-se um grande lampadário de prata brasileira do século XVIII, um biombo Kien Lung, da China, além de uma sóbria mesa de jantar composta por catorze cadeiras inglesas do século XVIII.

A biblioteca mantém o caráter original do espaço usado pelo mecenas e possui cerca de oito mil títulos entre coleções de literatura brasileira e européia, principalmente francesa.

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Museu da Chácara do Céu

A coleção de arte de Castro Maya teve início quando seu pai, o engenheiro e diplomata Raymundo de Castro Maya, arrematou telas de paisagistas franceses como Courbet, Bélanger e Rousseau em leilão em Paris, no fim do século XIX. Herdeiro desta coleção, Castro Maya acrescentou obras de artistas representativos dos mais variados movimentos e nacionalidades, tais como Frans Post, Rugendas, Debret, Taunay, Picasso, Monet, Berthe Morisot, Matisse, Salvador Dalí, Seurat, Degas, Miró, Portinari, Guignard, Di Cavalcanti, Pancetti, Volpi, Iberê Camargo, Antonio Bandeira, Manabu Mabe, Bruno Giorgi, Mario Cravo Júnior, Castagneto, Eliseu Visconti, Baptista da Costa, Belmiro de Almeida, Mestre Valentim, Mestre Vitalino, entre outros artistas.

Inaugurado em 1972, quatro anos após a morte de Castro Maya, o Museu da Chácara do Céu possui obras espalhadas pelos corredores, salas e jardins. Um dos destaques são as telas Incêndio e Reconstrução do Recolhimento N. S. do Parto, de João Francisco Muzzi. As pinturas, de 1789, possuem, além do valor artístico, importância documental, porque revelam detalhes do mobiliário, do vestuário e dos meios de transporte do Rio de Janeiro do século XVIII, além de, no painel da Reconstrução, estarem representados o vice-rei D.Luís de Vasconcelos e Mestre Valentim.

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Em 2006, na sexta-feira antes do carnaval, quatro homens armados invadiram o Museu da Chácara do Céu, e roubaram telas de Salvador Dalí, Pablo Picasso, Claude Monet e Henri Matisse. Eles obrigaram os seguranças a desligar o circuito interno de TV e prenderam turistas em uma sala. Os ladrões levaram as obras "Os Dois Balcões", de Dalí, "A Dança", de Picasso, "Marine", de Monet, e "Jardim de Luxemburgo", de Matisse. Além disso, os bandidos quebraram uma vitrine para levar uma edição de "Toros", livro de gravuras de Picasso.

O bairro estava com trânsito parado em razão da passagem do bloco dos Carmelitas, que costuma levar cerca de 10 mil foliões às ruas. Os bandidos aproveitaram a confusão para fugir.

Fragmentos da obra ‘A Dança’, de Picasso, foram encontrados em uma fogueira no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa. Depois do roubo, o quadro de Matisse era oferecido em um site de leilões virtuais da Bielo-Rússia, com lance mínimo de US$ 13 milhões.

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Castro Maya, Cosmopolita e Brasileiro

Nascido em Paris, criado no Rio de Janeiro e integrante da alta sociedade carioca, Raymundo Ottoni de Castro (1894 - 1968) foi um empresário bem-sucedido (era dono da Cia. Carioca Industrial, que produzia óleos vegetais) e um bravo defensor do patrimônio histórico, artístico e natural do Rio de Janeiro. Formado em Direito e desportista, ele foi um importante colecionador de arte no Brasil. Entre os anos de 1920 e 1968, formou um acervo de cerca de 22 mil itens, entre peças de arte, livros e documentos históricos.

À convite do amigo e então prefeito do Rio de Janeiro, Henrique Dodsworth, em 1943 passou a coordenar a remodelação da Floresta da Tijuca, recebendo um salário simbólico. Ainda em 1943, criou a Sociedade Os Cem Bibliófilos do Brasil.

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Em 1948, Castro Maya teve papel ativo na fundação do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, do qual foi o primeiro presidente.

Em 1952, fundou a sociedade Os Amigos da Gravura e, em 1963, construiu a Fundação Raymundo Ottoni de Castro Maya.

Em 1972, após sua morte, foi aberto o Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa, em propriedade deixada por ele para a Fundação.

Em 1983, a Fundação Raymundo Ottoni de Castro Maya foi extinta, e seu patrimônio passou a constituir os Museus Castro Maya (Museu do Açude e Museu da Chácara do Céu), integrados ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan do Ministério da Cultura.

Foi chamado por Lúcio Costa de “ao mesmo tempo cosmopolita e brasileiro”.

Tire um dia para visitar o Museu da Chácara do Céu e mergulhe no valioso acervo artístico reunido com tanto carinho por Raymundo Castro Maya.

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SERVIÇO
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MUSEU DA CHÁCARA DO CÉU

Horários:
Diariamente, exceto às terças-feiras, das 12h às 17h. Entrada franca às quartas. Fecha nos dias 1º Jan, Carnaval, Sexta-feira Santa, 21Abr, 1º Maio, Corpus Christi, 7 Set, 12 Out, 2 Nov, 15 Nov, 25 Dez e 31 Dez.

Endereço:
Rua Murtinho Nobre, 93
Santa Teresa
20241-050 - Rio de Janeiro - RJ
21 3970-1126

Gratuidade:
Menores de 12 anos, pessoas com mais de 65 anos, grupos escolares, professores e guias turísticos em serviço, membros do ICOM e da Associação dos Amigos do Museu.
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* Veja na próxima semana a casa de inverno de Castro Maya, o Museu do Açude.

Pesquisa: Leo Ladeira
Fotos: Leo Ladeira e Alexandre Siqueira.

Fontes de Consulta:
• Guia Michelin do Rio de Janeiro
• Enciclopédia Itaú Cultural Artes Visuais
• Guia da Arquitetura Moderna no Rio de Janeiro
• Chácara modernista - Museu Castro Maya é síntese do gosto pessoal e eclético de um colecionador de outro tempo. Claudia Bojunga – Revista de História da Biblioteca Nacional - 01/03/2009.
• Site Museus Castro Maya
• Folha online
• Site Raul Mendes Silva – Pintura Colonial Brasileira
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Grande passeio! Em 2006, levei alunos da E. M. Machado de Assis até lá enquanto trabalhávamos construção de personagens - durante minha oficina... e o que mais me encantou foram algumas obras de Candido Portinari onde ele compôs a leitura plástica de algumas cenas de Dom Quixote... são cerca de dez peças que ficam engavetadas com o devido respeito e, por isso, muitas vezes passam despercebidas... No mais, parabenizo pelo excelente serviço prestado e agradeço a todos do portal... Att. Conrad Rose escritor e biógrafo. @conradrose
  Postado por: Conrad Rose
  em: 2010-10-08 17:23:30


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