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COLUNA PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Leonardo Ladeira ladleo@gmail.com
rioecultura : Centro Cultural Justiça Federal : Coluna Patrimônio Histórico

Repare bem na imagem acima: neste vitral a imagem da Justiça está de olhos abertos. Ele é um dos seis vitrais encontrados no prédio do Centro Cultural Justiça Federal, antigo Supremo Tribunal Federal.

De autoria do artista Urban, o vitral evoca a imagem da deusa romana Iustitia (Justiça), que geralmente é representada pela figura de uma mulher que distribuía a justiça por meio da balança, com os dois pratos e o fiel no meio.

Ela ficava de pé, com os olhos vendados, e dizia o direito (jus) quando o fiel estava na posição vertical. No entanto, o vitral da imponente Sala de Sessões do CCJF chama a atenção por trazer uma imagem da Justiça sem a tradicional venda nos olhos.

rioecultura : Centro Cultural Justiça Federal : Coluna Patrimônio Histórico

A não ser a venda, a imagem retratada no grande vitral da parede frontal traz todos os símbolos da Justiça: a balança, a espada, o leão (símbolo de poder, sabedoria e justiça) e o barrete na cabeça, que, como os demais elementos de cor amarela, representa o triunfo da idade do ouro.

O Antigo Supremo Tribunal Federal

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O vitral com a imagem da Justiça sem venda nos olhos localiza-se em um dos mais significativos prédios históricos do Rio. Construído entre 1905 e 1909, o prédio em estilo eclético teve seu projeto assinado por um dos maiores arquitetos da época: Adolfo Morales de Los Rios, autor de 21 projetos para a Av.Central (atual Rio Branco).

Ao lado dos prédios da Biblioteca Nacional, do Museu Nacional de Belas Artes e do Teatro Municipal, o edifício do CCJF é um dos marcos das obras do prefeito Pereira Passos no início do século XX.

O prédio, de quase 6 mil m², foi destinado inicialmente à Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro, mas, em 1908 seria requerido pelo governo Federal, que instalou ali o Supremo Tribunal Federal. Por mais de 50 anos, o prédio foi palco de pronunciamentos de toda a classe jurídica brasileira e testemunha das mais importantes decisões da história da Justiça no país.

Após a transferência da capital para Brasília, o edifício passou a ser ocupado pelo Tribunal de Alçada do Estado. A partir de 1973 foi ocupado pela Justiça Federal e pela Procuradoria da República.

rioecultura : Centro Cultural Justiça Federal : Coluna Patrimônio Histórico

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Em 1988, o prédio foi interditado, pois corria o risco de desabar. Os tetos de madeira estavam repletos de cupins, as salas divididas por tabiques e as paredes furadas por aparelhos de ar-condicionado.

Em 1994, foram iniciadas as obras de restauração do edifício, destinado agora a sediar um centro cultural.

Foram sete anos de trabalhos minuciosos a partir da iniciativa da Justiça Federal, em convênio com o Instituto Herbert Levy e a Caixa Econômica Federal. O trabalho foi considerado a maior obra da restauração da América Latina.

A obra dotou o edifício de uma vasta e moderna infra-estrutura predial em termos de refrigeração, instalações elétricas, telefonia e sistema hidráulico. Um quinto andar acrescentado ao prédio original foi removido.

Centro Cultural Justiça Federal

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O Centro Cultural Justiça Federal foi finalmente inaugurado em 4 de abril de 2001. Hoje, o público pode usufruir de galerias de exposição, teatro, biblioteca e café.

Outro mérito é a possibilidade de se conhecer a rica decoração e arquitetura do edifício: as portas monumentais talhadas em madeira pelo português Manoel Ferreira Tunes, a escadaria em mármore de Carrara e ferro trabalhado oriundo da Escócia, os dois torreões gêmeos no telhado, os capitéis das colunas, os alto-relevos, as pinturas decorativas, o piso de azulejos hidráulicos e a nobre estátua da Justiça no alto do edifício, fundida no célebre Val D´Osne.

As janelas retangulares lembram as góticas e as balaustradas remetem ao Renascimento Francês.

A Sala de Sessões solenes do antigo Tribunal é um capítulo a parte. Considerada Alma Mater do CCJF, a sala tem dimensões amplas - 24 metros de comprimento por 12 de largura - e paredes e teto cobertos por estuques e pinturas decorativas. O piso é de peroba e pau-roxo.

Também se destacam os painéis executados por Rodolfo Amoedo e, é claro, os vitrais, incluindo o da Justiça sem venda nos olhos.

Por Leo Ladeira

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Serviço:
Centro Cultural Justiça Federal
Av. Rio Branco, 241 – Centro
Rio de Janeiro / RJ
CEP 20040-009
Aberto de terça a domingo, das 12h às 19h
Tel.: (21) 3261-2550
Visitas orientadas – Tel.: (21) 3261-2552
Biblioteca – terça a sexta-feira, das 12h às 17h.
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Fontes de Consulta:
• O Rio de Janeiro de Pereira Passos. Giovanna Rosso del Brenna (organizadora). 1985.
• Rio ganha novo Centro Cultural – Jornal do Brasil: 25/01/1998.
• Site e folders Centro Cultural Justiça Federal
• Acervo Leo Ladeira
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Como sempre, grande trabalho de informação para os que não conhecem e assim têm a oportunidade de frequentar um local onde se não tivesse nada a ver, já seria um espetáculo a parte. Ir para se deliciar com essa maravilha da arquitetura já é um programa delicioso. Ficarei esperando o próximo artigo. Abraços, Marisa.
  Postado por: Marisa Sá
  em: 2010-08-06 16:44:18


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