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COLUNA PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Leonardo Ladeira ladleo@gmail.com
Marcos das reformas empreendidas por Pereira Passos no início do século, os velhos lampadários e relógios da cidade não iluminam mais os caminhos cariocas, mas ainda chamam a atenção por suas formas inusitadas e elegantes.



O mais famoso é o lampadário da Lapa, obra do escultor Rodolfo Bernardelli, encomendada pelo próprio Pereira Passos por ocasião da abertura da Av. Mem de Sá. O lampadário, situado no Largo da Lapa foi inaugurado em 1906 e possui mais de 15m de altura. O monumento foi construído em bronze e granito e se destaca pelo uso de figuras da fauna brasileira, como cobras e golfinhos. Alguns historiadores acreditam que a intenção de Bernardelli era homenagear Mestre Valentim, o primeiro a utilizar essa temática.

No decorrer do século, o lampadário teve alguns de seus elementos alterados e outros retirados, mas ainda podem ser vistos os castiçais, serpentes, caravelas e a esfera armilar originais da época da instalação.



Não longe dali, em meio ao burburinho do Largo da Carioca, ergue-se o harmonioso lampadário e reloginho da Carioca, executado pela Fundição Brasileira Klober & Cia em 1909. O monumento é constituído por uma coluna de bronze sobre uma base de granito, onde podem ser vistas as armas da cidade. O maior destaque são três sereias aladas representando o comércio, a indústria e a navegação. O reloginho de quatro faces foi anexado posteriormente, no lugar onde existiam três braços em forma curvilínea que sustentavam os lampiões.



Outro relógio histórico famoso é o da Glória, trazido da Alemanha especialmente para compor o conjunto da amurada do bairro. O reloginho da Glória foi iluminado pela Companhia Ferro Carril do Jardim Botânico e traz uma placa de bronze onde se lê: “Construído sob a administração do Prefeito Pereira Passos. 1905”. O lampadário possui base quadrangular e uma coluna cilíndrica.

Em 1980, o relógio se encontrava quebrado. Vários relojoeiros se ofereceram para consertá-lo, mas todos fracassaram, pois havia falta de informações técnicas sobre seu mecanismo de funcionamento. No Largo da Glória ainda podem ser vistos antigos postes de luz, instalados nos anos 20, durante a gestão do prefeito Prado Júnior. E à frente do Teatro Municipal, encontram-se dois charmosos postes de 1910, inaugurados com a abertura da Avenida Central, atual Rio Branco, na época a mais moderna do Rio.



Apesar de quase esquecidos pela população, os monumentos estão protegidos oficialmente: o Instituto Estadual de Patrimônio Cultural (Inepac) tombou a maioria dos velhos lampadários da cidade, assim como a balaustrada de bronze retirada da Praça Tiradentes que adorna a amurada da Glória.

Leo Ladeira
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Adorei a essa matéria sobre os lampadários do Rio de Janeiro. Eu sempre passo pela Carioca e achei muito interessante conhecer essa história. Sucesso na coluna!
  Postado por: Maria Helena
  em: 2010-01-15 12:07:20


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