rioecultura rioecultura
Facebook Twitter Pinterest Picasa Instagram
EXPOSIÇÕES EVENTOS LOCAIS CULTURAIS COLUNISTAS ARTIGOS MATÉRIAS NOTÍCIAS INSTITUCIONAL COLABORADORES CONTATO
TRANSLATE THIS WEBSITE
COLUNA PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Leonardo Ladeira ladleo@gmail.com
Hospitais não são propriamente lugares agradáveis de visitar. No entanto, alguns centros de saúde podem se transformar em gratas surpresas para quem aprecia o patrimônio histórico-cultural da cidade.

No Centro do Rio, várias instituições hospitalares são conhecidas não só pelos serviços prestados à sociedade, mas também pela arquitetura, acervo artístico e decoração interior de seus edifícios.

Das casas de saúde localizadas no Centro, Cidade Nova e Zona Portuária, nove são tombadas pelos órgãos de proteção do patrimônio. Algumas dessas instituições, como a Santa Casa de Misericórdia, foram criadas no século XVI. O atual edifício da Santa Casa, de 1840, se destaca pelas linhas em estilo neoclássico, pela fachada em pedra de lioz e pelas 93 janelas espalhadas nos dois pavimentos.


Santa Casa de Misericórdia, por Marc Ferrez em 1880



O interior é adornado por painéis de azulejos holandeses e guarda a estátua do padre José de Anchieta, fundador da instituição no Rio. Também na Santa Casa podem ser visitados o pequeno Museu da Farmácia e a bela Capela do Sacramento, construída por Antonio de Pádua e Castro no século dezenove.

Outros hospitais do Centro possuem belas sedes, como o da Ordem Terceira do Carmo, localizado na Rua do Riachuelo. Projetado em 1870, o imponente edifício neoclássico apresenta em sua fachada uma rica coleção de estatuária clássica. Já o Hospital da Cruz Vermelha Brasileira teve suas obras iniciadas em 1919 a partir do risco de Pedro Campofiorito e é realçado pelo frontão circular e peças escultóricas.


Hospital da Cruz Vermelha Brasileira

Outra edificação histórica é a do Centro Municipal de Saúde Oswaldo Cruz, localizado na Rua do Resende. Construído no início do século, o hospital abrigou originalmente a Diretoria-Geral de Saúde Pública, que tinha por objetivo erradicar a peste bubônica e reformar o serviço de saúde da cidade.

Em 1926, o cientista Carlos Chagas foi eleito diretor do órgão, que seria transformado em centro de saúde em 1939. A história do hospital foi marcada por campanhas contra a gripe espanhola e a febre amarela, além do trabalho pioneiro com a abreugrafia.


Centro Municipal de Saúde Oswaldo Cruz



Em 1995, o centro de saúde sofreu um check-up completo, quando os três blocos que o compõe foram reformados, ganhando novas instalações elétricas e hidrossanitárias. Também foram recuperados os elementos decorativos, como as marquises em estrutura metálica, o piso de desenhos geométricos, as portas de madeira com motivos clássicos e a escada de ferro em estilo art-nouveau. Nos jardins do hospital, encontram-se palmeiras imperiais, bancos em granito e um busto de Oswaldo Cruz, executado em 1918.

Mesma sorte não teve o Hospital São Francisco de Assis. Uma das mais importantes instituições de saúde da cidade, o hospital agoniza quase à míngua por falta de conservação. Localizada na Av.Presidente Vargas, a instituição foi fundada para servir de asilo para mendigos e loucos. A pedra fundamental foi lançada pela Princesa Isabel em 1876 e o prédio foi inaugurado por D.Pedro II três anos depois.


Hospital São Francisco de Assis em 1938



A planta do edifício causou polêmica na época por ter sido inspirada em um presídio norte-americano. Em 1922, Carlos Chagas transforma o antigo asilo em hospital, que foi pioneiro no país em serviços de transfusão de sangue e anatomia. Transferido à UFRJ, o São Francisco necessita de reformas urgentes para salvaguardar sua existência e garantir a preservação de seu passado de bons serviços e assistência à população.

Outro hospital que chama a atenção por sua bela arquitetura é o Moncorvo Filho, localizado na rua homônima, no Centro do Rio. O Hospital foi fundado pelo médico Carlos Arthur Moncorvo Filho, que foi diretor da Policlínica Geral do Rio de Janeiro. Desde o início de sua carreira, Moncorvo Filho manifestou uma grande preocupação social.


Moncorvo Filho

Ele fazia críticas às instituições de amparo à infância existentes na cidade. No seu entender, estas crianças viviam sem o menor preceito de higiene, atrofiadas pela falta de ar e de luz suficiente e pessimamente alimentadas. Para ele, esta situação contrariava os princípios científicos e sociais que deviam presidir estas instituições.

Assim, Moncorvo Filho criou, em 1899, o “Instituto de Proteção e Assistência à Infância” do Rio de Janeiro. Este instituto localizou-se primeiramente em sua residência, mesmo local em que seu pai criara, em 1881, a Policlínica Geral do Rio de Janeiro. Dois anos depois, o instituto foi instalado em prédio alugado, à rua Visconde do Rio Branco 22. Em 1914, o então presidente da República Marechal Hermes da Fonseca, doou um terreno onde foi construída a sede própria do instituto, na antiga rua do Areal, hoje rua Moncorvo Filho. Hoje no local funciona o Hospital Moncorvo Filho.

--------------------------------------------
Fontes de Consulta:
Rio de Janeiro – Preservação e Modernidade - editora: Sextante – 1998.
Portal do Governo do Estado do Rio de Janeiro
Portal hcgallery.com.br
Portal museu-emigrantes.org
Arquivo Leo Ladeira
compartilhe subir a página
Postagens

Julio Biar [MPB]

Leo Ladeira [Patrimônio Histórico]

Marcelo Aouila [Teatro]

Seu nome:

Comentário:

Observação:
Verifique o texto antes de enviá-lo, pois não será possível modificá-lo ou apagá-lo após o registro.

ATENÇÃO: O seu comentário não será postado automaticamente. Ele passará por uma aprovação antes de ser publicado.



Seja o primeiro a comentar!
Escreva ao lado sua opinião.

Dados do(a) amigo(a):
Nome:
E-mail:
Mensagem:

Seus dados:
Seu nome:
Seu e-mail:
  voltarsubir
© Copyright 2008-2013 Rio&Cultura
SIMETRIA Arte e Comunicação desenvolve este site

Clicky Web Analytics
Rio&Cultura