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Cristo Redentor é alvo de pichações e gera polêmica
sábado, 17 de abril de 2010
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"É um comportamento de anticidadania. A cidade do Rio e o Brasil não merecem isso", lamentou a ministra Izabella Teixeira, sobre o ataque após percorrer a área de helicóptero.

Polícia Federal (PF) do Rio de Janeiro investiga a pichação feita na estátua do Cristo Redentor. As inscrições foram descobertas na quarta-feira [14.04.2010] quando a ministra do Meio Ambiente, Izabella Mônica Vieira Teixeira, e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, sobrevoaram o Parque Nacional da Tijuca, que teve 283 pontos de deslizamento na última chuva. Às vésperas de completar 80 anos, a estátua do Cristo Redentor, uma das sete novas maravilhas do mundo, foi pichada pela primeira vez.

"Vamos reforçar a proteção ao Cristo. Esses marginais vão responder por seus atos, serão presos. Isso é caso de lesa-pátria", pronunciou irritado o prefeito Eduardo Paes. Determinada pelo prefeito para ajudar a empresa que efetua o restauro no Cristo, a Comlurb pronunciou na data de hoje [17.04.2010] que já retirou todas as pichações. Paes garantiu que a prefeitura se empenhará em descobrir os culpados.

Os vândalos subiram pelos andaimes que cercam a estátua, para uma obra de restauro prevista para durar dois meses, e picharam principalmente braços, peito e rosto. “Nós vamos descobrir o responsável pelo ataque. É inadmissível que no momento que a cidade está passando, alguém pense em fazer uma coisa destas”, afirmou o prefeito.

Os pichadores escreveram frases por todo o monumento, como “Cadê a engenheira Patrícia?”, “Quando os gatos saem, os ratos fazem a festa”, "Reage Rio" e "Cadê a Priscila Belford?".

Segundo o coordenador regional do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Marcelo Peçanha, o crime aconteceu entre a noite do dia 14 e a manhã de 15.04 e deve ter sido cometido por mais de uma pessoa. De acordo com o chefe do Parque Nacional da Tijuca, Bernardo Issa, as oito câmeras que filmam a parte alta do monumento estão fora do ar desde o temporal que assolou o Rio de Janeiro na segunda-feira pós Semana Santa. A segurança no Cristo é feita por uma empresa particular, mas os agentes não perceberam a movimentação. “A área é muito grande. E nós não esperávamos uma ação covarde como esta”, afirmou Issa. Desde o ocorrido, guardas florestais reforçam a segurança. Para o analista ambiental do ICMBio, Rogério Rocco, os bandidos podem ter se aproveitado da troca de turno dos vigias.

O delegado regional executivo da Superintendência da Polícia Federal no Rio, Nivaldo Farias de Almeida, determinou que uma equipe da delegacia de Meio Ambiente e peritos fosse ao Cristo Redentor verificar as pichações feitas na estátua, patrimônio tombado. A Polícia Civil também investiga o caso.

Antônio Celso Franco, pai da engenheira Patrícia Franco, desaparecida desde junho de 2008, ficou estarrecido por terem usado a mesma frase que a família cunhou nas manifestações em que pedia rapidez nas investigações sobre o caso. “Isso não é protesto, é ato de vandalismo. Nossa família jamais faria isso nem nenhum dos nossos amigos. Repudiamos esse tipo de atitude”, afirmou.

A base do Cristo já havia sido alvo de pichadores em novembro de 1991. Dois paulistas de 17 anos fizeram inscrições na base do monumento, sem atingir, no entanto, as pastilhas de pedra sabão que recobrem a estátua. À época, investigação da Guarda Municipal apontava que a ação tinha se originado numa aposta entre gangues de pichadores.

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Fontes:
- jovempan online
- IG
- O Globo online
- Blog happensintheworld
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